Partes Anacrônicas

Este blog foi idealizado para revelar as minhas partes anacrônicas e para ser meu cantinho, onde dou o berro sobre coisas absurdas e conto mais sobre mim.

Nome:

Tenho 22 anos, sou uma pessoa simples, que dá valor as coisas simples, que ama Música, ler, conversar com os amigos, escrever cartas *anacrônico isso, não?

"Eu preciso de uma vida devoradora. Preciso agir, gastar-me, realizar; é-me necessário um objetivo, vencer dificuldades, levar a cabo uma obra. Não sou feita para o luxo." [Simone de Beauvoir]

domingo, maio 20, 2007

Hey men!

É ridículo o preconceito - que diminuiu - mas ainda existe contra as mulheres no Rock. E é contraditório, já que esse mesmo Rock venera a liberdade.
O número de mulheres em postos como a bateria, o baixo e a guitarra infelizmente não é tão expressivo (salve, salve The Corrs) como o número de homens nos mesmos. E isso também aconteceu com as vocalistas, embora existam grandes exemplos: Janis Joplin, Linda Perry, Cyndi Lauper, Cássia Eller, Tina Turner, Billie Holiday, Etta James, Alicia Keys, Norah Jones, Andréa Martins, Amy Lee... E mesmo com esses exemplos, as garotas cantantes enfrentam rejeições estúpidas quando tentam entrar em uma banda.

Um leve parêntese:
Parece ultrapassado falar de preconceito contra as mulheres no Rock, mas para refletir sobre esse assunto sugiro um questionamento: das grandes bandas de Rock, quantas tem/tinham uma mulher no vocal ou nos instrumentos?
Nem a metade.
Agora é diferente, pois na cena alternativa existem inúmeras bandas formadas só por meninas. Até parece que é de resposta a tanto tempo sem estar, de fato, presente no Rock. E hoje temos amostras como o Hole, Kitie, The Donnas, Dominatrix...

Portanto, quando vejo uma banda com alguma menina, já dou um sim de cara. Procuro na internet, baixo as músicas. Viro fã.

...

Então, alguém aí pode me explicar por que esse preconceito AINDA existe (mesmo que mascarado) , pois eu não consegui matar a charada.

domingo, maio 13, 2007

Conto Anacrônico 5

♪ ♫ ♪ ♫ ♪ ♫

Para a casa da vovó, Melina foi. Viu como está tudo diferente, mas ao mesmo tempo familiar. Lembrou-se daquele peixinho de vidro que tanto brincara. E se surpreendeu com algo novo: um teclado. Ele estava ali, tímido, no canto da sala.
Enquanto isso, Mel conversava com a avó, mas seu pensamento estava voltado para a novidade ali presente. Portanto, ela sentou-se em frente do instrumento e começou a tocar melodias próprias, do lógico improviso e inspiração. Sua voz pedia para sair e acompanhar o som, contudo, a timidez não deixou.

Quando chegou em casa, Melina concluiu que viver a Música é isso e não ficar horas tentando tocar perfeitamente uma canção alheia, como tantos fazem e se dizem músicos.

+ 1

Enfim chegou. Mas nada mudou.
Adolescência entrando em seu estágio final e com isso a certeza de que ela foi - até agora- diferente das demais. Festinhas, dar beijinho em fulaninho e procurar a perfeição são fatos que não aconteceram comigo. Ainda bem!
Prefiro os meus 11-18 anos vividos em torno de notas e letras, mais intensos, mais sinceros, mais a minha cara.

Portanto, quem perdeu tempo?
Eu?
Acho que não, hein.