Partes Anacrônicas

Este blog foi idealizado para revelar as minhas partes anacrônicas e para ser meu cantinho, onde dou o berro sobre coisas absurdas e conto mais sobre mim.

Nome:

Tenho 22 anos, sou uma pessoa simples, que dá valor as coisas simples, que ama Música, ler, conversar com os amigos, escrever cartas *anacrônico isso, não?

"Eu preciso de uma vida devoradora. Preciso agir, gastar-me, realizar; é-me necessário um objetivo, vencer dificuldades, levar a cabo uma obra. Não sou feita para o luxo." [Simone de Beauvoir]

domingo, fevereiro 25, 2007

Quinta Vereda

Poética
(Manuel Bandeira)

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto
[expediente protocolo e manifestações de
apreço ao senhor diretor]
Estou farto do lirismo que pára e
vai averiguar no
dicionário o cunho do vernáculo de
um vocábulo
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico

De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo.
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do
amante exemplar [com cem modelos de cartas
e as diferentes maneiras de agradar
às mulheres, etc.]
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clouns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

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Pense

Mas você não sabe quem está do outro lado...

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Quarta Vereda

Tudo Sem Nada Ter - Canto dos Malditos na Terra do Nunca

Pra toda fome
Tudo que some, por que tem que ser
Tudo tem nome
São tantos nomes, sem nada ter
Sou todo ao tempo
E todo tempo tento me satisfazer
Para os que acham que a vida é falta do que fazer

Não se acha mais a solução
Tudo às vezes só é falta de opção
Quando se tem ou quando não tem razão

O que será da vida dos que não tem nada a perder?

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Conto Anacrônico 3

My dear diary?

É fevereiro e a vida continua. Melina vive os seus dias como devem ser vividos. Alguns monótonos, outros surpreendentes...
No seu quarto, Mel se sente absoluta. Livros, discos, lápis e um caderno pequeno são os instrumentos necessários para que ela faça o próprio porta-verdades.
Dessa forma, a garota passa horas debruçada em pensamentos na sua cama e logo começa a escrever palavras cheias de convicção. Bilhetes, textos, rimas. Várias formas de expressar o que pensa e, conseqüentemente, os seus dias.
Ela escreve e lê para si. Seu inevitável desabafo.
E o tempo passa, o caderninho vai se completando, mas uma coisa é imutável: a certeza de que Mel continuará descrevendo o seu pulsar.

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domingo, fevereiro 04, 2007

Porcos, cachorros e ratos

Façamos a revolução!
Tenhamos nojo de qualquer tipo de autoritarismo!
Sejamos todos iguais de uma vez por todas!

É a humanidade articulada a contestar, a criar discussões quando a resposta está clara. Sem falar na nossa estranha maneira de interagir. Caras pintadas. Os humanos são tolos. Sabemos o que é certo, mas insistimos em fazer o errado.

Será possível um dia, distinguir os homens dos porcos?
Sinceramente, eu não sei.

Vitrola Bar: Dogs - Pink Floyd

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