Partes Anacrônicas

Este blog foi idealizado para revelar as minhas partes anacrônicas e para ser meu cantinho, onde dou o berro sobre coisas absurdas e conto mais sobre mim.

Nome:

Tenho 22 anos, sou uma pessoa simples, que dá valor as coisas simples, que ama Música, ler, conversar com os amigos, escrever cartas *anacrônico isso, não?

"Eu preciso de uma vida devoradora. Preciso agir, gastar-me, realizar; é-me necessário um objetivo, vencer dificuldades, levar a cabo uma obra. Não sou feita para o luxo." [Simone de Beauvoir]

sexta-feira, julho 15, 2011

Bilhete de geladeira 4

"... faço poesia não porque seja poeta mas para exercitar minha alma, é o exercício mais profundo do homem. Em geral sai incongruente, e é raro que tenha um tema: é mais uma pesquisa de modo de pensar."


Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, pg 92,
Clarice Lispector.

Retina

Como consta no Na Moldura*, eu desejei e ainda desejo que 2011 seja um ano leve. Entende-se por leveza a sabedoria de saber usar o tempo e enxergar alegria nas coisas simples. Então, que este ano seja leve, mas intenso, como soltar pipa na infância.

Nos últimos seis meses, tenho exercitado essa leveza. Venho lendo livros que eu sempre quis, observando as cores, brincando como uma criança com o meu cachorro, assistindo mais filmes, olhando no olho com quem converso, às vezes falando com quem não conheço, experimentando outras comidas, divertindo-me ao cozinhar, fazendo mais piadas, comunicando-me mais e melhor, dançando a mesma música várias vezes, saindo mais leve de shows de Rock, dedicando-me ao meu ofício.

Enfim, estou sendo.

*Minha iconoteca: www.fotolog.com/namoldura

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Uma câmera em mãos



Há imagens que dispensam legendas.


Foto: meu clique.

segunda-feira, julho 19, 2010

Zurück

Título em alemão e tudo mais para falar que estou de volta ao meu cantinho, que por sinal, está de cara nova (espero que aprovem). Uma metamorfose, não muito ambulante, porém válida. É bom arrumar a casa após um longo tempo fora, pintar as paredes, mudar os móveis de lugar, tocar novos discos.

E aproveito para indicar a minha iconoteca:
Na Moldura.

E mais:
Em breve, eu e meu amigo Diogo publicaremos vídeos abordando os mais variados assuntos. Assim que estiver no ponto, convido vocês para o Vice versa.

domingo, janeiro 31, 2010

Décima Vereda

"And no one sings me lullabies
and no one makes me close my eyes
so I throw the windows wide
and call to you across the sky."

Echoes - Pink Floyd

Bilhete de geladeira 3

Hoje fala-se muito sobre o amor; canta-se muitas canções de amor; mas não pratica-se o amor.

Colcha de retalhos

Após tanto tempo longe daqui, hoje retorno por uma necessidade corrosiva de escrever, usar mais uma vez o método válvula de escape que muito me alivia.
Passei por momentos tristes e que ainda provocam lágrimas - talvez seja pelo desânimo que estive ausente deste meu cantinho. Perdi alguém muito especial, de quem sinto imensa saudade. É a primeira vez que me deparo com essa situação. Não é fácil, eu declaro, mas todo sofrimento serve para uma reflexão e, por conseguinte, aprendizado.
Descobri que a maioria das pessoas são opacas ou no mínimo translúcidas. Elas não são transparentes, não deixam a verdade aparecer: ofuscam-na.
O coração anda apertado, um perfeito Black Tangled Heart.
Contudo, Deus, meus pais, meus poucos amigos e a minha Engenharia me fazem respirar. E a música também, como haveria de ser.

Termino esses rabiscos, essa colcha de retalhos mais leve, com certeza.

Vitrola Bar: Black Tangled Heart - Silverchair

sexta-feira, outubro 09, 2009

Nona Vereda

Todos estão mudos - Pitty

Já não ouço mais clamores
Nem sinal das frases de outrora
Os gritos são suprimidos
O corvo diz: nunca mais

Não parece haver mais motivos
Ou coragem pra botar a cara pra bater
Um silêncio assim pesado
Nos esmaga cada vez mais

Não espere, levante
Sempre vale a pena bradar
É hora
Alguém tem que falar

Há quem diga que isso é velho
Tanta gente sem fé num novo lar
Mas existe o bom combate
Por não desistir sem tentar

domingo, janeiro 25, 2009

?

O que você valoriza em um carro: o motor ou a lataria?

quarta-feira, dezembro 17, 2008

E eis o Natal

Papai Noel às Avessas

Papai Noel entrou pela porta dos fundos
(no Brasil as chaminés não são praticáveis),
entrou cauteloso que nem marido depois da farra.
Tateando na escuridão torceu o comutador
e a eletricidade bateu nas coisas resignadas,
coisas que continuavam coisas no mistério do Natal.
Papai Noel explorou a cozinha com olhos espertos,
achou um queijo e comeu.
Depois tirou do bolso um cigarro que não quis acender.
Teve medo talvez de pegar fogo nas barbas postiças
(no Brasil os Papai-Noéis são todos de cara raspada)
e avançou pelo corredor branco de luar.
Aquele quarto é o das crianças
Papai entrou compenetrado.
Os meninos dormiam sonhando outros natais muito mais lindos
mas os sapatos deles estavam cheinhos de brinquedos
soldados mulheres elefantes navios
e um presidente de república de celulóide.
Papai Noel agachou-se e recolheu aquilo tudo
no interminável lenço vermelho de alcobaça.
Fez a trouxa e deu o nó, mas apertou tanto
que lá dentro mulheres elefantes soldados presidente brigavam por causa do aperto.
Os pequenos continuavam dormindo.
Longe um galo comunicou o nascimento de Cristo.
Papai Noel voltou de manso para a cozinha,
apagou a luz, saiu pela porta dos fundos.
Na horta, o luar de Natal abençoava os legumes.

Carlos Drummond de Andrade

domingo, novembro 16, 2008

Beauvoir

Ao contrário do lugar comum, ninguém é capaz de tornar uma garota em uma mulher a não ser ela mesma.

domingo, outubro 26, 2008

A imagem e a política

Neste contexto de eleições, é evidente como a construção de uma imagem influencia a opinião e, conseqüentemente, o voto. Há muita propaganda política, santinhos, jingles e pouco debate. Vale lembrar que as propagandas foram feitas para iludir, para formar uma idéia. Tomemos como exemplo as propagandas de carro e roupas que convencem a sociedade de que possuir tal carro/roupa é sinônimo de status. (Mas, o que seria desses produtos sem a propaganda?). Por isso, gostaria de ver um candidato que não perdesse tempo em formar uma imagem de sua índole, já que essa pode ser falsa. Vê-se candidato ateu que vira um católico fervoroso, corrupto tornando-se honesto e por aí vai... Os candidatos deveriam discutir, debater mais. Eles deveriam se preocupar, sobretudo, em mostrar suas idéias e não suas imagens. O debate deveria ser uma constante no período eleitoral, pois ele é um dos mecanismos mais eficientes para comparar os projetos dos candidatos e se decidir. Além do debate, há a pesquisa em jornais, revistas, internet e, quando possível, tirar dúvidas diretamente com o candidato.
Portanto, em contrapartida ao ditado popular, uma palavra vale mais que mil imagens.

sábado, julho 12, 2008

Bilhete de geladeira 2

Ótimo texto:
Leia!.

Lar, doce lar

Depois de uma longa viagem, tempo de travessia, volto para o meu cantinho. Mesmo ausente, soube como as coisas andavam por aqui.
Tive vontade de escrever, mas não deu. Talvez porque eu estava totalmente ligada em senos, logs, mols, joules. E eu me envolvo com esses conteúdos da mesma forma que me envolvo com um livro: um de cada vez. Quando estou lendo, parece que tudo gira em torno do livro para mim. Fico imersa. Admito que sou lenta, pois não consigo ler dois livros a um tempo.
Durante essa viagem, visitei alguns lugares interessantes, entre os quais recomendo este: Digestivo Cultural.
Também adicionei mais páginas ao Leia!, como a do Governo Federal, do Governo de Minas e do Transparência Brasil. Falar mal dos políticos não basta, é preciso saber o que eles estão fazendo.