Partes Anacrônicas

Este blog foi idealizado para revelar as minhas partes anacrônicas e para ser meu cantinho, onde dou o berro sobre coisas absurdas e conto mais sobre mim.

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Tenho 22 anos, sou uma pessoa simples, que dá valor as coisas simples, que ama Música, ler, conversar com os amigos, escrever cartas *anacrônico isso, não?

"Eu preciso de uma vida devoradora. Preciso agir, gastar-me, realizar; é-me necessário um objetivo, vencer dificuldades, levar a cabo uma obra. Não sou feita para o luxo." [Simone de Beauvoir]

domingo, julho 29, 2007

Conto Anacrônico 6

Confortável. Aconchegante.

Sexta-feira nublada, só faltou a chuva, e Melina sente-se entediada. Primeiro, porque está de "férias" (entre aspas por conta das inúmeras redações para pôr em dia) e segundo, pela programação cansativa da tv em relação ao Pan, embora Mel tenha se encantado com a ginástica rítmica. Portanto, ela consegue se desgrudar da cama que parece ter um ímã e decide fazer uma das coisas que mais ama: ler.
O quarto está iluminado de um jeito que a chama. Sim, apesar de estar nublado tem um raiozinho de sol que possibilita uma leitura agradável aos olhos. E está frio. Dessa forma, a garota pega seu cobertor preferido, aquele que ganhou de sua avó quando tinha 10 anos, cheio de bichinhos, e percebe que ele tem o seu cheiro. Também, com 8 anos de uso era de se esperar. Para completar o aquecimento, ela faz um chocolate quente e retorna ao quarto. Deita e vários livros lhe vêm à cabeça, como "Admirável Mundo Novo", "A Laranja Mecânica", "Anacrônicas"... Porém, eles ainda são desejos, Mel não os tem. Mas ao lado dela está "Papéis Avulsos" de Machado de Assis (que tanto gosta) e, claro, o escolhe.

Uma. Duas e meia. Três horas se deleitando com esse livro incrível. Já é noite e Melina está convicta da tarde brilhante que passou, acompanhada da leitura e dessa sensação deliciosa de aconchego, a qual ela recomenda a todos vocês. Enfim, ela levanta, tira os óculos, apaga a luz e dorme, confortável.

27 de julho

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