Conto Anacrônico 2
Você, o seu cérebro e a TV
"Explodem bobagens na televisão
que não refletem em nada a minha condição"
(Carfax)
Em uma manhã de domingo Melina levanta antes de todos, com a cabeça a mil pois ela não dormiu bem. Ou melhor, não conseguiu. Ela não parava de pensar; pensar em tudo.
Então Mel deu bom dia ao seu cachorro e a chaleira foi pegar. Enquanto a água não fervia, ela ligou a única e velha televisão de sua casa, que estava sintonizada naquela grande emissora. Melina não conseguiu assistir aquele programa imbecil nem mais um minuto e trocou de canal, mas cada um era pior que o outro.
Indignada, disse:
- Bulhufas!
E em seguida cantarolou esses versos de Zé Ramalho:
"O povo foge da ignorância
apesar de viver tão perto dela"
Por conseguinte Mel pensou porquê um meio de comunicação tão forte como a TV, que abrange a população em massa, não exibe informação. A resposta veio num átimo: o povo não quer cultura, não quer usar o próprio cérebro. E como a televisão é comercial... pão e circo!
Após esse raciocínio, o que a nossa Melina fez?
Desligou a televisão, tomou seu café e foi ler um bom livro.
"Explodem bobagens na televisão
que não refletem em nada a minha condição"
(Carfax)
Em uma manhã de domingo Melina levanta antes de todos, com a cabeça a mil pois ela não dormiu bem. Ou melhor, não conseguiu. Ela não parava de pensar; pensar em tudo.
Então Mel deu bom dia ao seu cachorro e a chaleira foi pegar. Enquanto a água não fervia, ela ligou a única e velha televisão de sua casa, que estava sintonizada naquela grande emissora. Melina não conseguiu assistir aquele programa imbecil nem mais um minuto e trocou de canal, mas cada um era pior que o outro.
Indignada, disse:
- Bulhufas!
E em seguida cantarolou esses versos de Zé Ramalho:
"O povo foge da ignorância
apesar de viver tão perto dela"
Por conseguinte Mel pensou porquê um meio de comunicação tão forte como a TV, que abrange a população em massa, não exibe informação. A resposta veio num átimo: o povo não quer cultura, não quer usar o próprio cérebro. E como a televisão é comercial... pão e circo!
Após esse raciocínio, o que a nossa Melina fez?
Desligou a televisão, tomou seu café e foi ler um bom livro.

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